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Brindes corporativos sustentáveis: como oferecer bem sem greenwashing

Como avaliamos as alegações de sustentabilidade na PleasantPresent — e o que aconselhamos verificar antes de aprovar uma encomenda.

Albinas Kirkilas5 min de leitura

Pessoas ao ar livre com vestuário personalizado feito para durar — sustentabilidade que se usa de verdade

Há cinco anos, «brindes corporativos sustentáveis» era um pedido de nicho. Hoje aparece em quase todos os briefings que chegam à nossa secretária — e ao mesmo tempo o termo foi tão diluído que é difícil distinguir um produto verdadeiramente sustentável de um com um autocolante verde colado em plástico.

Este guia destina-se à pessoa que tem de aprovar a encomenda. Vamos analisar o que realmente importa, onde estão as armadilhas mais comuns e como fazer as perguntas certas aos fornecedores.

Porque importa agora (e não de forma vaga)

Três forças tornaram a sustentabilidade num critério real de compra, e não numa frase de relações públicas:

  • A regulação está a acompanhar o ritmo. A diretiva da UE sobre relatórios de sustentabilidade empresarial exige agora que as empresas de maior dimensão reportem sobre toda a sua cadeia de valor — sim, isso inclui os 500 cadernos personalizados encomendados para a conferência. Os fornecedores mais pequenos são arrastados via questionários de conformidade.
  • Colaboradores e clientes reparam. Quando um colaborador da geração Z desembrulha uma caixa de presente «premium» e descobre que é sobretudo plástico e ar, a foto vai para um canal do Slack, não para um cartão de agradecimento.
  • O valor de utilização prolongada já faz parte do ciclo de vida. Um saco de algodão orgânico de 40 € que dura três anos supera um de poliéster de 12 € que acaba numa gaveta.

A boa notícia: fazê-lo bem raramente é muito mais caro do que fazê-lo mal. A má notícia: exige colocar algumas questões incómodas aos fornecedores.

O que procurar no material

A maioria das alegações de sustentabilidade ganha ou perde força ao nível do material. A lista curta que vale a pena conhecer:

  • Algodão reciclado ou rPET — poliéster reciclado feito de garrafas PET. Não é perfeito (as microfibras continuam a ser um problema), mas representa uma melhoria significativa face ao poliéster virgem. Procure a certificação Global Recycled Standard (GRS).
  • Algodão orgânico — precisa da certificação GOTS para ter significado. «Orgânico» por si só é apenas linguagem de marketing.
  • Madeira e papel certificados FSC — abrange florestas geridas de forma responsável. Comum em cadernos, lápis e embalagens.
  • Bambu — de crescimento rápido e pouco exigente, mas atenção aos produtos compósitos ricos em resina rotulados como «bambu» que são sobretudo plástico.
  • Bioplásticos (PLA) — melhores do que o plástico de origem petrolífera apenas se chegarem efetivamente a compostagem industrial. Num contentor doméstico, comportam-se como plástico comum.
  • Cortiça — genuinamente renovável, colhida sem abater a árvore. Excelente para acessórios e capas de cadernos.

Se um fornecedor não consegue dizer-lhe de que é realmente feito o produto em termos percentuais, isso já é a resposta à sua pergunta.

Polo personalizado em uso diário — um artigo bem feito que compensa ao longo do tempo

As certificações que vale a pena verificar

Uma certificação não é um escudo mágico, mas as credíveis representam auditorias reais. As que mais valorizamos:

  • GOTS (Global Organic Textile Standard) — para têxteis orgânicos
  • GRS (Global Recycled Standard) — para materiais reciclados
  • FSC (Forest Stewardship Council) — para madeira e papel
  • OEKO-TEX Standard 100 — para níveis seguros de substâncias químicas em têxteis
  • B-Corp — para o próprio fornecedor, não o produto
  • Cradle to Cradle — avaliação do ciclo de vida completo, rara mas rigorosa

Se um fornecedor menciona uma certificação, peça o número do certificado. Deve ser verificável no sítio do organismo emissor.

Os sinais de alerta do greenwashing

Coisas que parecem sustentáveis mas geralmente não são:

  • «Ecológico» sem mais qualificação. Não significa nada por si só.
  • Uma paleta de cores verde e um ícone de folha na embalagem. Pura escolha de design.
  • Talheres de bambu descartáveis embrulhados em plástico.
  • «Biodegradável» sem especificar as condições (compostagem industrial? marinha? aterro?).
  • «Carbono neutro» apenas via compensações, sem redução real da pegada do produto.
  • Uma «coleção sustentável» que ocupa uma pequena secção num catálogo de resto convencional.

Cinco categorias que funcionam na prática

O que mais encomendamos para clientes que querem mesmo que isto funcione:

  • Sacos e vestuário de algodão orgânico — gama de 8–25 €. Com certificação GOTS, serigrafia com tintas à base de água.
  • Garrafas de alumínio ou aço inoxidável reciclado — gama de 15–35 €. Longa duração, recarregáveis, substituem dezenas de garrafas de plástico.
  • Cadernos certificados FSC com papel reciclado — gama de 10–20 €. A gramagem do papel importa mais do que as capas vistosas.
  • Acessórios de cortiça ou couro reciclado — gama de 20–40 €. Porta-cartões, capas de portátil, pequenas bolsas.
  • Produtos alimentares e bebidas de origem local — mel regional, chocolate de pequeno lote, chá artesanal. Pegada de transporte praticamente nula dentro da Europa, e os destinatários consomem-nos de facto.

O que evitaríamos: a maioria dos gadgets de «bambu», os artigos descartáveis «biodegradáveis» e qualquer conjunto de presente «eco» pesado em embalagem.

Uma lista de verificação prática de sustentabilidade

Antes de aprovar uma encomenda, percorremos estes pontos com os clientes:

  • O material está especificado em termos percentuais (por ex., «80% algodão reciclado», não «feito de materiais reciclados»)?
  • As certificações estão identificadas com números de referência?
  • Onde é o produto realmente fabricado? (Fabricado na Europa supera o envio da Ásia já só no frete.)
  • Qual é a vida útil esperada? Três anos de uso diário é melhor sustentabilidade do que dois meses de uso ocasional.
  • O que acontece ao produto no fim de vida? Pode ser reciclado nos fluxos habituais?
  • A embalagem é reciclável e adequada ao presente, ou está sobredimensionada?

Se o fornecedor hesitar na maioria destas questões, já tem a sua resposta.

O resumo honesto

Um brinde corporativo verdadeiramente sustentável é aquele que é bem feito, útil, materialmente honesto e produzido o mais perto possível do destinatário. Regra geral, custa um pouco mais no início e muito menos em arrependimento. O caminho preguiçoso é um autocolante verde numa caneta de poliéster. O bom caminho é fazer mais três perguntas antes de emitir a ordem de compra. Para perceber como estes artigos se integram numa estratégia mais ampla de brindes a clientes, consulte também o nosso guia sobre brindes a clientes no B2B.

É exatamente nessa parte que podemos ajudar — tanto com as perguntas como com os fornecedores que lhes respondem como deve ser.

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